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2 de mar. de 2017

UBM publica manifesto contra a Reforma da Previdência




8 DE MARÇO
FORA TEMER! TIRE AS MÃOS DA NOSSA APOSENTADORIA!

Neste 8 de Março – Dia Internacional da Mulher, as mulheres ocuparão as ruas para lutar em defesa de seus direitos. No mundo todo, a crise financeira internacional vem afetando diretamente os direitos das mulheres, e muitos direitos já conquistados estão sendo ameaçados: direito ao trabalho digno; à terem filhos se, quantos e quando quiserem; apoio dos Estados à maternidade com creches e; no Brasil querem acabar, inclusive, com o direito das mulheres à aposentadoria, tudo isso sempre sob o frágil argumento do “corte de gastos”.

O que está por trás da falaciosa argumentação de que o Estado gasta demais, é o desejo de certa elite parasita de acabar com os investimentos públicos em políticas sociais para remeter mais e mais dinheiro para o sistema financeiro, não importando se à custa da vida de milhões de pessoas. Neste cenário de amplificação da pobreza e desemprego, somos nós, mulheres, as mais expostas e vulneráveis, especialmente as mulheres pobres e negras. Com o movimento feminista internacional, nos unimos às mulheres de todo o mundo que, neste 8 de Março, realizam a paralização internacional sob o mote “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós!” Lutamos contra a crise e em defesa do trabalho das mulheres.

Na contramão de todos os países desenvolvidos, as mulheres e todo o povo brasileiro, sofremos com o golpe e a deposição de nossa primeira presidenta eleita, Dilma Rousseff. Sob o comando ilegítimo de Michel Temer, e o Brasil despenca nos rankings internacionais. Dizem tentar construir saídas para a crise, mas, atendendo aos reclamos do capital financeiro, apostam em políticas que já fracassaram em todo o mundo. A receita amarga que preconiza o corte de investimentos e a privatização do patrimônio público mostrou-se um fiasco onde quer que tenha sido aplicada, e, ao contrário de construir saídas, ampliou a crise financeira e jogou a conta nas costas das trabalhadoras e dos trabalhadores. A dita “Reforma” da Previdência significa, na prática, o fim da aposentadoria para os trabalhadores brasileiros. Para nós mulheres, a injustiça será em dobro, pois, além dos absurdos 49 anos de trabalho para ter o direito à se aposentar, igualaram o tempo de contribuição necessário entre homens e mulheres, como se toda a carga de trabalho extra realizado em casa, quase que exclusivamente pelas mulheres, não valesse absolutamente nada! Por isso, não admitimos essa “Reforma” e exigimos a manutenção dos nossos direitos previdenciários.

A política suicida de Temer também está conduzindo o país ao caos e, cada vez mais, são os nossos direitos que estão sob risco. Sem investimento do Estado, a Lei Maria da Penha corre o risco de virar letra morta, deixando as brasileiras à mercê da violência doméstica, num dos países mais violentos com suas mulheres em todo o mundo: a cada 15 segundos, uma brasileira é espancada. Direitos consolidados como o direito ao aborto em casos de estupro e risco de vida para a mãe, também estão sendo ameaçados. O risco de retroceder décadas é real, o que nos dá ainda mais gana para lutar!

Nós, mulheres brasileiras, sempre demos provas de nossa combatividade! Deixamos claro, mais uma vez, que não aceitaremos o autoritarismo e o machismo e que não aceitaremos nenhum direito a menos! Para tanto, é necessário que o Brasil se una em torno de um projeto de país, encampado por forças políticas democráticas e com legitimidade para exercer o poder. Ou seja, a luta contra o machismo e a garantia de mais direitos para as mulheres brasileiras passa pela luta decidida contra o governo golpista.

Nenhum direito a Menos. Fora Temer! Diretas Já!

União Brasileira de Mulheres
Março de 2017
 

Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia/293859-1

4 de ago. de 2013

Abaixo assinado pelo Estatuto da Juventude

Após ser debatido e discutido ao longo anos, o Estatuto da Juventude, que foi recentemente aprovado na Câmara – tem um novo desafio para ser posto em prática: Ser sancionado pela presidente Dilma.
Para isso, os Conselhos e entidades de juventude lançaram um moção de apoio para a sanção do Estatuto da Juventude. 
A UJS, que esteve à frente da defesa do Estatuto, também participa desta moção. A entidade ocupou as ruas, cobrando por mais direitos, mais inclusão, e participação dos jovens na sociedade, seja com mais acesso à universidade, ao esporte, à cultura; ou com políticas públicas que culminem em mais oportunidades de trabalho digno e decente; ou contra a violência acometida a eles, entre outros direitos.
Por entender a importância que este Estatuto apresenta, a UJS convida a todos a se solidarizarem com a moção, para que assim, a presidente Dilma o sancione imediatamente, e que as diretrizes que o compõem sejam logo postas em prática, garantindo assim, mais direitos aos nossos jovens.
Leia abaixo, a carta da moção, que será entregue à Dilma
Abaixo-assinado Moção de apoio à sanção do Estatuto da Juventude
As entidades abaixo assinadas, representantes de organizações juvenis e conselhos municipais, estaduais e nacional de juventude, vem a público solicitar da presidenta da república, Dilma Rousseff a sanção do Estatuto da Juventude, exaustivamente debatido e aprovado em todas as instâncias do Congresso Nacional. 
A juventude brasileira sai às ruas buscando maior participação política e ampliação de direitos. A sanção do Estatuto da Juventude representa um marco nas políticas públicas de juventude e uma sinalização do Estado de que há espaço para esta imensa e criativa parcela da população na consecução de um projeto de nação que combata a miséria e torne o Brasil um país para todos os brasileiros. O Estatuto da Juventude reúne um conjunto de direitos que constituíram bandeiras defendidas pela juventude brasileira há décadas, expressando uma ampliação de direitos, que caminha no sentido da consolidação de um novo país, mais democrático.
O Estatuto consolida a superação dos anos de chumbo da ditadura militar e amplia a participação política ao assegurar aos jovens que ocuparam as ruas em todo o país o direito à livre organização e a participação na formulação e avaliação das políticas públicas de juventude; assegurando a criação de conselhos estaduais e municipais de juventude e apontando para a criação de um sistema nacional de juventude que atribui responsabilidades aos municípios, estados e União. 
À juventude que não se basta em consumir cultura enlatada, o Estatuto garante o direito à “livre criação, o acesso aos bens e serviços culturais e a participação nas decisões de política cultural” e ainda o direito à meia-entrada estudantil em atividades culturais, desportivas e de lazer. Aos jovens que se levantaram contra os grandes meios de comunicação, que manipulam e restringem o direito de livre expressão, o Estatuto se embasa na Constituição Federal para reafirmar o ”direito à comunicação e à livre expressão, à produção de conteúdo, individual e colaborativo, e ao acesso às tecnologias de informação e comunicação”, definindo a veiculação destes conteúdos em emissoras de rádio e TV, dado que são concessões públicas.
Em consonância com as vozes da juventude que ocupou as ruas com a pauta da mobilidade, e com o intuito de possibilitar que os jovens conheçam melhor o Brasil, o Estatuto assegura o direito a passagens gratuitas em transportes coletivos interestaduais. Aos jovens, que são os maiores atingidos pela precarização do trabalho e pelo desemprego, o Estatuto garante “direito à profissionalização, ao trabalho e à renda, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, adequadamente remunerado e com proteção social”, compatibilizando trabalho e estudo.
À juventude é garantido ainda o direito ao ensino de qualidade básico, superior, profissional e/ou tecnológico, independente de sua condição econômica, social e psicomotora. O Estado deve garantir aos educadores formação adequada para combater todos os tipos de preconceito, seja religioso, de gênero, racial ou de orientação sexual. 
Netos dos que lutaram contra a ditadura militar e filhos dos que conquistaram as diretas e o Fora Collor, a juventude que conquistou redução de passagens foi às ruas e às redes afirmar que quer mais. Quer melhores cidades, com direito a mobilidade urbana, a espaços culturais e desportivos, a trabalho e educação de qualidade e querem direito a vida – negado a 20 mil jovens negros que morrem anualmente por causas externas nas cidades brasileiras.
A sanção do texto aprovado no Congresso expressa uma política de Estado que atende aos anseios dos movimentos juvenis organizados e responde à mobilização dos milhões de jovens que ocuparam as ruas e as redes sociais em centenas de cidades, por um novo Brasil.
Assine a moção, no link abaixo.
Hoje, a partir das 17:30, a Rádio Juventude promove um debate sobre o Estatuto da Juventude, que será transmitido por Twitcan e pelo site da radiojuventude.com.br. Se estiver em São Paulo, participe, indo no estúdio da Rádio. Fica na Rua José Bonifácio, 29 – 10 andar, conjunto 102 – Próximo a Praça da Sé. Se estiver fora, participe via Skype (radiojuventude1), ou facebook.


20 de jul. de 2013

13º Congresso combativo

Walter Sorrentino: 13º Congresso combativo

Convocado o 13º congresso do PCdoB, inicia-se já o movimento de mobilização dos comunistas em todo o país. Esta é a fase em que comitês estaduais estabeleceram seus planos e iniciam o debate, para organizá-lo desde as bases. Julho e agosto serão , por excelência, meses do debate pela base.

Por Walter Sorrentino*
A linha laboriosamente estabelecida foi a de qualificar o debate por meio das Assembleias de Base. Este será o indicador de maior qualificação a ser considerado pelo Comitê Central, retomando em toda a linha as deliberações do 7º Encontro Nacional sobre Questões de Partido. Previsivelmente, teremos um incremento militante significativo de mobilização, mas sobremodo isso precisa se dar por meio de organizações de base instituídas, com projetos políticos, pautas e agendas devidamente alimentadas pelos comitês municipais.

O que fica mais patente, é que o 13º Congresso está chamado a ser um movimento combativo da militância, perante o curso da conjuntura política. A situação política, com poderosa ofensiva oposicionista voltada contra a Presidenta Dilma, visando criar um vazio de governo, exige uma contraofensiva igualmente poderosa. A hora de assembleias de base é a de chamar o povo ao debate, conclamar sua participação, lutar pelas reformas democráticas estruturantes. É significativa a proposição de recolher, nessa mobilização, assinaturas pelo projeto de reforma democrática da mídia; igualmente será o debate mobilizador em torno do plebiscito sobre a reforma política.

Essa é a expressão do que se disse na convocação do Congresso: um debate que precisa incidir fortemente na sociedade, um Congresso combativo. Que se liga com eventos de lançamentos amplos do debate, em plenárias, eventos e seminários voltados a isso, com participação de setores progressistas e democráticos da sociedade, visando a unir forças em torno de uma plataforma de afinidade de esquerda, para avançar as mudanças no país.

Do ponto de vista partidário, ao mesmo tempo, além do movimento qualificado pela realização de assembleias de base numerosas e massivas – a partir da política de quadros de base -, é tempo de iniciar a construção democrática, participativa e comprometida dos comitês a ser eleitos. Em nível estadual e nacional, desde os comitês municipais até o Comitê Central, é hora do desempenho máximo da política de quadros, por meio dos Departamentos instituídos. Particularmente nos grandes municípios isso é condição para assegurar a força e o caráter do PCdoB, à luz das teses contidas nos documentos em debate.

A direção nacional iniciará desde já as consultas visando avaliar o trabalho de direção – Comitê Central e seus demais órgãos -, a avaliação dos membros desse organismo e o recolhimento de consultas em todas as frentes, de candidatos a membro do Comitê Central. Uma orientação nesse sentido foi traçada para que maximamente os estados procurem aplicar a mesma metodologia.

A iniciativa e determinação das direções estaduais será o fator chave para fazer desse Congresso um marco de outro nível de maturidade, compromisso e combatividade do PCdoB em todo o país.


* Walter Sorrentino é secretário nacional de Organização do PCdoB

Fonte:http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=218957&id_secao=3

11 de mai. de 2013

Jornais fazem cobertura tendenciosa da visita de Maduro ao Brasil

10 DE MAIO DE 2013 - 15H41 



A visita estratégica do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) foi um passo importante na solidificação de sua liderança regional enquanto prepara o terreno para assumir, em junho, a presidência do bloco regional. Sua presença no Brasil nesta quinta-feira (9) para selar acordos, sobretudo na área agrícola e energética é emblemática. 

Por Vanessa Silva, para o Portal Vermelho


Roberto Stuckert Filho/PR
Maduro
Após declaração à imprensa, Maduro presenteia Dilma retrato do ex-presidente Hugo Chávez, no Palácio do Planalto
A liderança do Brasil na América do Sul é notória e mesmo a oposição venezuelana reconhece este fato e reverencia o “gigante do sul”. Tanto, que nas eleições que disputou com Hugo Chávez em outubro de 2012, Henrique Capriles, chegou a afirmar que tinha o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva — que pouco tempo depois gravou um vídeo reiterando seu respaldo a Chávez — e afirmou que governaria como o ex-presidente brasileiro. A posição do Brasil de reconhecer, receber Maduro e firmar acordos com a nação caribenha é também um recado à oposição do país bem ao estilo Dilma: chega de espernear e vamos trabalhar. 

Nano protesto é destaque

Sem admitir a importância da reunião e dos acordos para ambas as nações, os jornais preferiram ressaltar aspectos curiosos da visita.

“Maduro é recebido com honras de Estado”, diz a reportagem de página inteira de O Globo, cujo título é: "Surdo às constestações". Para desqualificar o feito — manifestação da amizade e consolidação dos negócios que Venezuela e Brasil mantêm juntos — o jornal da família Marinho deu amplo destaque ao protesto realizado por cinco pessoas diante do Palácio do Planalto e à figura controversa de Capriles que, mesmo após o reconhecimento da lisura das eleições venezuelanas segue cantando fraude e pedindo novas eleições.

A abordagem do jornal Valor Econômico pode induzir o leitor ao erro ao afirmar que “Maduro foi obrigado a encarar (…) cartazes com os dizeres "Maduro, presidente ilegítimo", empunhados por um pequeno grupo de manifestantes - engrossado com uma delegação do Movimento dos Sem Terra, que os hostilizaram”. O leitor é levado a entender que o MST engrossou o caldo dos manifestantes contrários a Maduro quando, como esclarece o coordenador do movimento, João Pedro Stédile, “estávamos lá com manifestantes do MST para hostilizar os cinco manifestantes (nós contamos), que tinham a faixa contra o maduro”. 

Errata

Procurado pela assessoria do MST, o jornal Valor Econômico afirmou que publicará uma errata esclarecendo o episódio.

Texto alterado às 16h57 para acréscimo de informações



fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=213317&id_secao=6

9 de set. de 2012

Anice 65656 - Conheça os candidatos do PCdoB Uberlândia



Anice  65656 - Conheça os candidatos do PCdoB Uberlândia


Anice  e Gilmar Machado, juntos pra fazer a diferença
Quem é Anice?
Estudante de Serviço Social, militante do Movimento estudantil e comunitário. Acredita na educação como ferramenta de transformação social. Defende a implementação da lei que exige a presença de uma assistente social na escola orientando os alunos quanto a questões como drogas e sexualidade. Seu compromisso é com um futuro melhor para nossa cidade.
Por uma educação de qualidade para todos!

Em sete de Outubro, Vote Anice para Vereadora. 65656
Para prefeito Gilmar Machado Vice Paulo Vitiello 13.


Anice e Gilmar Machado, juntos pra fazer a diferença




Conheça os demais candidatos a Vereador do PCdoB Uberlândia, acessando
http://blogdopcdobemuberlandia-mg.blogspot.com.br/p/eleicoes-2012-candidatos-vereador-do.html


Obs: Com o objetivo de divulgar os candidatos do PCdoB a Vereador de Uberlândia, iniciamos esta semana uma serie de 12 postagens apresentando os candidatos do PCdoB a Prefeitura de Uberlândia. Como critério de apresentação adotamos a ordem alfabetica para apresentar nossos candidatos. 

6 de set. de 2012

Conheça um pouco do Trabalho de Gilmar Machado


Conheça um pouco do Trabalho de Gilmar Machado
*Duas vezes Deputado Estadual;
*Quatro vezes Deputado Federal;
*Um dos 100 congressistas mais influentes do país;
*Lider do Governo Lula e vice-lider do Governo Dilma por seis vezes;
*Deputado Federal mais votado da cidade, com 109 mil votos em 2010;
*O deputado que mais trouxe recursos da história de Uberlândia, junto ao Governo Federal.

PRA UBERLÂNDIA SEGUIR EM FRENTE, GILMAR MACHADO PARA PREFEITO!

3 de set. de 2012

Gilmar Machado para Prefeito de Uberlândia

Gilmar Machado é um dos autores do Plano Nacional de Cultura, vista, valorizada e pensada como ação de inclusão social.
E por estas e outras que Gilmar Machado é o candidato mais preparado.
Em sete de Outubro, vote Gilmar Machado!


17 de ago. de 2012

Candidatos do PCdoB Uberlândia

Em alguns dias divulgaremos para aqueles que acompanham as atividades do PCdoB Uberlândia por nosso blog quem são os candidatos do PCdoB Uberlândia aos cargos de Vereador. Aguardem! Novidades estão chegando! Comunistas e simpatizantes, camaradas e militantes, o 65 é a solução.
O Partido Comunista do Brasil PCdoB se orgulha de sua história e de fazer parte da história do Brasil desde 1922.  Então, avante comunistas. A vitória.

Conheça mais do PCdoB.
Acesse:http://www.vermelho.org.br/

9 de jul. de 2012

Partido Comunista do Brasil (PCdoB)




O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) é um partido brasileiro de esquerda, cuja militancia se baseia ideologicamente nos princípios do Marxismo- leninismo.
Fundado em 25 de março do fecundo ano de 1922 (mesmo ano em que ocorreu a semana de Arte Moderna), na cidade de Niterói (RJ, Brasil) e reorganizado em 18 de fevereiro de 1962 em São Paulo, sob a sigla PCdoB, tendo como símbolo a foice e o martelo, simbolizando a união dos trabalhadores do campo (foice) e cidade (Martelo).
Partido que sempre esta presente nas lutas populares, o PCdoB é um dos mais antigos partidos brasileiros e o único que pode-se considerar internacional, uma vez que existem diversos Partidos Comunistas espalhado pela face da terra, todos seguindo os princípios do Marxismo- leninismo.
O PcdoB como partido politico desde sua fundação participa das principais lutas em prol do povo brasileiro e nos momentos difíceis pelo qual o país já passou jamais fugiu a luta ou esquivou-se de seu papel, enfrentando de rosto erguido, mesmo quando isso  custou a vida de seus militantes (a exemplo da Guerrilha do Araguaia durante a Ditadura Militar) defendendo com afinco a defesa de um projeto popular e democrático em prol da nação.
Por estas e outras, viva o PCdoB. Vivas ao Partido Comunista do Brasil!


5 de jul. de 2012

Propaganda eleitoral começa nesta sexta: o permitido e o proibido



Propaganda eleitoral começa nesta sexta: o permitido e o proibido

A partir desta sexta-feira (6) é permitida a propaganda eleitoral dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador nas eleições deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu as regras de propaganda eleitoral que partidos, coligações e candidatos precisam seguir e das condutas proibidas na campanha deste ano.




O candidato que estiver com o pedido de registro sob exame (sub judice) da Justiça Eleitoral pode realizar todos os atos de campanha. Pode inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito, no rádio e na televisão, para fazer a sua propaganda.
Pela resolução, a realização de qualquer ato de propaganda eleitoral ou partidária, em local aberto ou fechado, não depende de licença da polícia. Na campanha, são proibidos propaganda em outdoors, showmícios ou eventos assemelhados para a promoção de candidatos e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com o objetivo de animar comício e reunião eleitoral.
São proibidas também a produção, uso e distribuição, por comitê ou candidato, de brindes, camisetas, chaveiros, bonés, canetas, cestas básicas ou outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor. Aquele que desrespeitar essas vedações pode responder por prática de compra de votos, emprego de propaganda proibida e até por abuso de poder.
Não é permitido também qualquer tipo de propaganda eleitoral nos bens públicos; de uso comum, como postes de iluminação, sinais de trânsito, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus, entre outros, ou naqueles cujo uso dependa do poder publico. Quem descumprir esta regra será notificado para, dentro de 48 horas, remover a propaganda irregular e restaurar o bem, sob pena de multa que varia de dois a oito mil reais.

O que é permitido

A propaganda eleitoral em bens particulares está liberada e independe de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral. Mas a propaganda não pode exceder o limite de 4 metros quadrados e nem contrariar a legislação eleitoral. Essa propaganda deve ser espontânea e gratuita, sendo proibido qualquer tipo de pagamento em troca do espaço utilizado.
A resolução do TSE também permite a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes e mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas. Porém, esses artefatos devem ser móveis e não podem dificultar o trânsito de pessoas e veículos. Essa mobilidade se caracteriza pela colocação e retirada desses materiais entre seis e 22 horas.
A legislação eleitoral assegura ainda aos partidos ou às coligações a inscrição, na fachada dos seus comitês e demais unidades, do nome que os designe, da coligação ou do candidato, respeitado o tamanho máximo de quatro metros quadrados de propaganda.

Propaganda na internet

A propaganda eleitoral pela internet também começa nesta sexta-feira. Essa propaganda é permitida nos sites do candidato, do partido ou coligação, com endereços eletrônicos informados à Justiça Eleitoral e hospedados, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet situado no Brasil.
A propaganda pela internet pode ser feita ainda através de mensagem eletrônica enviada a endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação. As mensagens eletrônicas enviadas, por qualquer meio, pelo candidato, partido ou coligação devem possuir mecanismo que permita o descadastramento de quem receber a mensagem. Quando isso for solicitado, o candidato, partido ou coligação deve retirar o destinatário da lista em 48 horas, sob pena de multa de R$100,00 por mensagem enviada, após esse prazo, àquele endereço.
Os candidatos também podem usar blogs, redes sociais, sites de mensagens instantâneas e assemelhados, com conteúdo gerado pelo próprio candidato, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer cidadão.
Na internet, é proibido qualquer tipo de propaganda eleitoral paga. E também não é permitida, ainda que de forma gratuita, em sites de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, e em sites oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Punição para mídia

Até a antevéspera das eleições, a legislação eleitoral permite a divulgação paga na imprensa escrita de até dez anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato. O espaço máximo por edição deve ser de um oitavo de página de jornal padrão e de um quarto de página de revista ou tablóide. Pode haver a reprodução na internet do jornal impresso. O anúncio deve trazer, de forma visível, o valor pago pela inserção.
O TSE também definiu que não se enquadra como propaganda eleitoral a divulgação de opinião favorável a candidato, partido ou coligação pela imprensa escrita, desde que não seja matéria paga. E que os abusos e os excessos, assim como as demais formas de uso indevido do meio de comunicação, serão apurados e punidos pela Justiça Eleitoral.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão só começa no dia 21 de agosto e vai até quatro de outubro. Nos municípios onde houver segundo turno, a data limite para o início da propaganda eleitoral gratuita é no dia 13 de outubro. Neste caso, a propaganda gratuita segue até o dia 26 de outubro.

Da redação do Vermelho em  Brasília

1 de jul. de 2012

Convenção dos partidos aliados indicam Gilmar Machado e Paulo Vittielo, para Prefeito e Vice de Uberlândia

Ocorreu neste sábado (30.06.2012) na Acrópole em Uberlândia a Convenção do PT em conjunto com os partidos aliados (entre estes nos do PCdoB).
Nesta, os partidos aliados selaram apoio ao deputado Gilmar Machado (PT) e Paulo Vittielo (PMDB), candidatos para Prefeito e Vice de Uberlândia na grande Convenção da Vitória que são parte da etapa das eleições de 2012, que elegera prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos diversos municípios brasileiros. 

Além do PCdoB junto ao PT a coligação é formada pelos seguintes partidos:
Coligação: PT, PMDB, PPS, PDT, PSDC, PSL, PRTB, PCdoB, PV, PSB e PRB

Na foto: Deputado Federal Gilmar Machado (PT)- Candidato a prefeito
Paulo Vittielo (PMDB) - Candidato a vice-prefeito.

18 de jun. de 2012

Convenção Municipal do PCdoB em Uberlândia, neste domingo, 24/6, às 9:00 horas, na Travessa José Camim nº 44 - centro - Uberlândia (MG)



EDITAL

O Presidente do Diretório Municipal do PCdoB – Partido Comunista do Brasil de Uberlândia/MG, nos termos e na forma de seu estatuto e de acordo com a legislação eleitoral em vigor, vem pelo presente edital convocar seus filiados e convencionais para a sua CONVENÇÃO MUNICIPAL, a realizar-se no dia 24 de Junho de 2012, na Travessa Jose Carmim  n. 44, no Centro, às 9:00 hs em primeira convocação e as 9:30 hs em segunda convocação, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:
1)      Escolha de candidatos do partido a vereador no Município de Uberlândia-MG nas eleições de 2012;
2)      Deliberação e definição de coligações partidárias: majoritária e proporcional com outros partidos políticos, incluindo a definição de aliança e apoio aos candidatos a prefeito e vice-prefeito do Município de Uberlândia-MG para as eleições de 2012;
3)      Deliberação e definição dos números a serem utilizados pelos candidatos a vereador do partido nas eleições de 2012;
4)      Outros assuntos de interesse do partido e atinentes a campanha eleitoral de 2012;


Talmeide Eustáquio Sampaio
Presidente do Comitê Municipal do PCdoB

13 de jun. de 2012

Orlando Silva é absolvido na Comissão de Ética da Presidência


A Comissão de Ética da Presidência da República absolveu nesta segunda-feira (11) o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, da denúncia sobre supostas irregularidades no Programa Segundo Tempo. O processo foi aberto em 17 de outubro, baseado em notícias publicadas na revista Veja. Em entrevista dada após a reunião que tomou a decisão, o presidente Sepúlveda Pertence informou que “a Comissão arquivou a denúncia contra Silva por absoluta falta de provas”.

Orlando Silva, em entrevista ao Vermelho, disse que essa foi a “primeira vitória na cruzada em defesa da justiça e da verdade”. O ex-ministro conta que sabe como é longo o caminho da justiça brasileira e que está percorrendo todos os passos para provar a verdade contra as calúnias que foram divulgadas. Ele lembrou que a denúncia analisada na Comissão de Ética foi iniciada em um processo “a partir de mentiras publicadas na revista Veja”. 
“É importante essa decisão da Comissão de Ética, pois depois de longo processo de análise, conclui-se que não existe absolutamente nenhuma prova contra mim”, analisa Orlando, que comentou estar tomando todas as medidas para que a verdade seja restabelecida. “Continuo, por exemplo, com os processos que movo contra os delinquentes que me caluniaram”. 
Orlando agradeceu o carinho e a solidariedade de tantos amigos e companheiros que se manifestaram no Facebbok e no Twitter. Comentou também como é injusta a cobertura da imprensa, pois quando foi aberto o processo na Comissão foi feito muito alarde com manchetes garrafais. Já a sua absolvição sai publicada apenas em poucas linhas de um ou outro jornal. 
As voltas que o mundo dá
Oito meses separam a data em que foi aberto o processo na Comissão de Ética até o dia da absolvição de Orlando Silva. Neste período, a verdade vem cada vez mais à tona. E não se trata apenas da decisão tomada pela Comissão nesta segunda-feira. 
A revista Veja, que foi a ponta de lança das calúnias contra Orlando e o PCdoB, passou de acusadora a ré. As gravações obtidas pela Polícia Federal provaram que a revista faz parte da máfia comandada pelo bandido Carlinhos Cachoeira, que se encontra preso. O editor da Veja, Policarpo Júnior, agia como funcionário de Cachoeira, que era o verdadeiro editor da revista. Suspeita-se inclusive, que o bandido pode ter plantado nas suas páginas também as mentiras contra Orlando. 
Outro que trocou de cadeira no tribunal foi o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Ele era a voz que mais gritava mentiras no plenário do Senado e nos microfones do PIG na crise deflagrada no Ministério do Esporte. Hoje, é um morto vivo que mal aparece no Senado, ou dá as caras apenas em dias de depoimentos em processos que terminarão com a cassação do seu mandato. Também ele é membro da quadrilha do bandido Cachoeira. Só não sai preso do Senado, porque estamos no Brasil. 
E quem se lembra do policial bandido João Dias, que serviu como caluniador contra o PCdoB. Poucos meses depois, protagonizou uma série de atos criminosos, sendo preso por mais de uma vez. Uma de tantas que aprontou, foi esparramar 200 mil reais dentro do Palácio dos Buritis, sede do Governo do Distrito Federal. Contido pelos seguranças, bateu em funcionárias, quebrou um dedo de um policial e saiu preso. Sabe-se lá porque, hoje está recluso graças a algum “Cala Boca”. 
Quanto aos parlamentares da oposição, que desfilavam calúnias no período, estão bastante ocupados na manhã desta terça-feira. Devem estar inventando argumentos para tentar defender o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, que se encontra sentado como depoente na CPI do Cachoeira. O goiano é acusado de ser sócio, parceiro, subserviente ao bandido Cachoeira, que inclusive foi preso dentro de uma casa que foi do governador. 
De Brasília, 
Kerison Lopes

11 de jun. de 2012

A batalha da Síria e a mídia


Lejeune Mirhan: A batalha da Síria e a mídia


Já li os dois jornalões da burguesia. Acordo cedo e já cai matando na leitura e análise. Faço isso há 37 anos, desde jovem em 1975 quando virei comunista. Nos vinte anos que ministrei aulas na Universidade, em alguns semestres lecionava Sociologia da Comunicação para alunos de jornalismo e PP. Assim, as leituras são de conteúdo, a quem serve a notícia, forças que estão por trás das mesmas, quem ganha e quem perde com essa ou aquela notícia.

Por Lejeune Mirhan*

                       

Pois bem. Ambos os jornais noticiam mais um "massacre" na Síria. E, em formação unida, a mídia aponta para o "sanguinário presidente genocida" (sic) Dr. Bashar Al Assad, jovem médico oftalmologista formado na Inglaterra.

A única fonte deles, sabemos qual é. Um tal de Observatório Sírio de DH, com sede em Londres que não tem uma só pessoa trabalhando na Síria. Seu presidente integra o obscuro Conselho Nacional Sírio, da oposição e tem financiamento de suas atividades pela Arábia Saudita e Qatar.
O jornalista que fez a matéria, algum correspondente da REUTERS, em determinado momento do seu texto confessa que "nenhuma informação que vem sendo divulgada tem possibilidade de ser confirmada a sua veracidade pela situação que o país vive". Foi honesto, pelo menos talvez com a sua consciência de cidadão querendo informar de forma equilibrada as coisas.
Bom, mas qual foi a manchete do Estadão na parte internacional? "Forças de Assad massacram ao menos 78 em Hama". Como o editor que fez essa manchete tem certeza que foi o presidente Assad que mandou matar pessoas, se nem o repórter na Síria tem essa certeza?
Nunca tive dúvidas. A mídia tem dono, a imprensa é uma mercadoria e vende produtos de acordo com os interesses dos que a financiam, em especial as classes que dominam política e ideologicamente as sociedade capitalistas decadentes. Como imaginar que essa imprensa poderia ser equilibrada? (neutra impossível). Jamais seria. Suas manchetes têm militância, têm engajamento. Devem cumprir um papel de propaganda, mas nunca de informação. Desinformar é seu grande objetivo. Alienar, manipular, fazer cabeças, como se diz. Mas jamais informar. 
Lamento tudo isso. Para nosso consolo, parte expressiva e revolucionária de nossa esquerda não se deixa enganar, nem se abate com isso. Patriotas sírios, sírios históricos e seus descendentes no Brasil também não se dobram. Sabem que tais massacres vêm sendo cometidos por mercenários e terroristas pagos em altíssimos valores, pela Arábia Saudita e pelo Qatar com apoio norte-americano e israelense, para derrubar o único - veja bem, estou dizendo único e último, já que todos os outros foram removidos - governo que ainda resiste à ação imperialista no OM, apoia a causa dos palestinos e é antisionista. 
Por isso, nunca titubeamos. Estamos com o povo e com o governo da Síria.

*Sociólogo, escritor, arabista e colaborador do Portal Vermelho

3 de jun. de 2012

Código Florestal: os vetos de Dilma

O portal www.vermelho.org.br publicou nesta quarta-feira passada uma nota que esclarece algumas questões em torno do novo Código Florestal e os Vetos realizados pela presidente Dilma. 


Os cortes feitos pela presidente restauram o espírito original do Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados a partir do relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e modificado em diferentes pontos após a tramitação no Senado. 

Leia o texto na integra, clicando sobre o titulo da postagem ou então acesse: 

29 de mai. de 2012

Publicidade da PMU com ar eleitoral deve ser retirada das ruas

Publicidade da PMU com ar eleitoral deve ser retirada das ruas 


A Prefeitura Municipal de Uberlândia terá que retirar das ruas várias peças publicitárias, consideradas pelo juiz eleitoral Luis Eusébio Camuci como sendo de teor eleitoral. O magistrado concedeu uma liminar que determina a retirada de todas as publicidades que tenham a frase “Esse trabalho precisa continuar”.
Leia na integra a notícia publicada no portal http://uipi.com.br clicando sobre o titulo da reportagem acima.

9 de mai. de 2012

A crise capitalista e suas repercussões políticas


(Publicado em http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=182489&id_secao=2 em 06.05.2012)


Esta é a segunda parte de artigo publicado no Portal Vermelho no domingo passado (29/04) com este mesmo título. Nele o autor argumentava sobre por que a crise financeira inaugurada em 2008 não é um fato isolado mas faz parte de um ciclo de transtornos desencadeados em 1973. Talvez um pouco antes.

Por Angel Guerra Cabrera


Neste ciclo se inscrevem a quebra do banco Leman Brothers e a da Islândia, detonadores da Grande Recessão da economia mundial, ainda não resolvida. O que há de novo dentro deste ciclo é o estouro das crises financeiras nos centros imperiais, sem falar deste doente crônico chamado Japão.

As crises anteriores de origem financeira dentro desta onda se manifestavam na periferia: dívida externa da América Latina (1982), México (1994-1995), “tigres” asiáticos (1997-1998), Rússia (1998), Brasil (1999), Turquia (2001) e Argentina (2002). Não é ocioso sublinhar que o capitalismo experimentou graves crises desde o século 19, embora a atual seja comparável apenas com a Grande Depressão de 1929 e ainda seja cedo para conhecer sua real magnitude.

Na ordem política, a Grande Recessão e as humilhantes derrotas militares dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão têm acelerado muito as mudanças na correlação mundial de forças que se vinha gestando há mais de duas décadas. Comprovamos isso ao comparar o estancamento estadunidense e eurocomunitário com o acelerado crescimento econômico dos países emergentes e, em todo caso, a menor vulnerabilidade dos que rechaçam ou não acatam o dogma neoliberal. Estes têm aumentado consideravelmente sua participação na economia e na política mundial em detrimento daqueles.

Embora os Estados Unidos continuem sendo a maior economia do planeta, existe grande distância da hegemonia unipolar que mantinha a posteriori da queda soviética para a multipolaridade atual, com a consolidação de novos centros de poder econômico, político e militar. Isto explica a crescente atenção que todos os analistas geopolíticos sérios dão aos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Basta observar sua extensão territorial, população, taxa de crescimento de suas economias, de educação de seus jovens e o fato de que três deles possuem respeitáveis arsenais nucleares. A China já é a segunda economia mundial e o arsenal nuclear da Rússia é comparável ao dos Estados Unidos.

A partir de 2008 se acentuam e se tornam mais visíveis as discrepâncias dos Brics com Washington em numerosos temas econômicos e políticos. O caso mais notório é o da Siria, sobretudo quando a Rússia e a China, dão um enérgico alto lá à agressividade dos EUA e da Otan, impedindo ou dificultando muito o plano de aplicar à Síria o modelo “libio”. 

Outro exemplo é a gravíssima ameaça de guerra criada desnecesariamente por Washington e Tel Aviv contra o Irã. Se essa ameaça chegou a desmantelar-se mediante uma saída política muito provavelmente ísto se deve à razoável proposta brasileiro-turco-iraniana contida na Declaração de Teerã. Patrocinada pelos Brics, foi ganhando consenso internacional. Os Brics, convém não sublimá-los, também apresentam sérios problemas que devem resolver para manter sua posição.

Os Estados Unidos resistirão por todos os meios a aceitar a diminuição de sua tirania sobre o mundo. A pesar de seus gigantescos e ultramodernos arsenais, vê-se frequentemente levado à condição de ser um entre outros interlocutores importantes e em algunas ocasiões a ser prescindido na tomada de decisão sobre certas questões estratégicas internacionais, como é o crescente intercâmbio comercial dos Brics entre si e destes com o Irã e outros países em suas moedas nacionais, prescindindo do dólar.

Quando em matéria de lutas sociais parecia não mover-se uma folha no planeta, começou a vislumbrar-se uma luz no fim do túnel na América Latina e Caribe em meados dos anos 1990 com o vigoroso ressurgimiento dos movimentos populares do Rio Bravo à Patagônia. Os movimentos entronizaram governos contrários ao dogma neoliberal na Venezuela, no Brasil, na Argentina, Bolivia, Equador, Uruguai, Paraguai, Nicarágua e algumas pequenas ilhas do Caribe anglófono que, cada um com suas características, põem ênfase na expansão do mercado interno, na atenção aos problemas sociais e na unidade e integração regional.

Ferozmente bloqueada, Cuba, com suas brilhantes conquistas sociais e trasformações em curso, continua sendo uma referência mundial. Se se tratasse somente da América Latina, poderíamos quase assegurar que a crise sairá pela esquerda, mas não é necesariamente assim no resto do mundo. Falaremos disso em outro artigo.

Fonte: La Jornada