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24 de out. de 2013

Comitê Central divulga projetos de resolução do 13º Congresso



O Comitê Central do PCdoB, em sua última reunião, realizada nos dias 18, 19 e 20 de outubro, debateu e aprovou dois projetos de resolução para serem examinados e deliberados pelo 13º Congresso do Partido, que se realizará em São Paulo nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2013.


Projetos de Resolução do 13º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

1. O 13º Congresso ressalta o alto valor, para a ação política e construção do Partido, do documento final das Teses que, depois de enriquecidas pelo coletivo militante, foram aprovadas pelo Comitê Central. Com base nelas, o 13º Congresso aprova dois Projetos de Resolução que irão ser a fonte orientadora tanto dos grandes embates políticos, que o Partido está desafiado a empreender no quadriênio que segue, quanto para a expansão e o fortalecimento de sua edificação.

Projeto de Resolução 1

Batalhar pelas reformas estruturais, fortalecer o Partido, assegurar a quarta vitória do povo!

2. Transcorridos dez anos de governos das forças democráticas e populares – compreendidos por dois mandatos presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva e pelo corrente mandato da presidenta Dilma Rousseff –, se ressalta um duplo êxito. Primeiro, o país enfrentou com eficácia a grave crise social e econômica decorrente do pesado e perverso espólio herdado da década de barbárie neoliberal (1990-2002). Segundo, com o elenco de realizações desse período – mesmo que limitadas e condicionadas por um permanente ataque de um sistema de oposição formado pelas forças conservadoras, pró-imperialistas e vinculadas à oligarquia financeira e à grande mídia –, o Brasil, hoje, é outro país. Levantou-se do chão, é respeitado no concerto das nações democráticas e o povo brasileiro vive melhor. As forças políticas progressistas alicerçadas neste legado, e aperfeiçoando o caminho pelo qual o país trilha, podem renovar o compromisso com os trabalhadores e com a Nação de que desde já, e no futuro imediato, o país usufruirá de conquistas mais arrojadas.




leia as resoluções na integra acessando:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=227509&id_secao=1

17 de out. de 2013

Diferenciar o PCdoB do PT

Camaradas é com imenso interesse que tenho lido as Teses e as opiniões publicadas nesta Tribuna. Infelizmente não tenho para escrever o mesmo tempo que desprendi nessas leituras (dado o encerramento do prazo para novas publicações).
Minha contribuição aqui é modesta. Quero fazer uma sugestão.
Por André de Queiroz Faria
O Partido tem um portal de notícias na Internet que é referência obrigatória para a esquerda. Nos desvinculamos da CUT para defender nossa concepção classista em uma nova e combativa central (desmembramento que não nos impediu de exercer papel destacado na aglutinação de todas as centrais em torno de bandeiras comuns dos trabalhadores). Temos atuação parlamentar fiel ao Governo, mas independente - a exemplo do debate em torno da Reforma do Código Florestal. Recentemente lançamos pré-candidatos aos governos estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo. É nítido que há um esforço do Partido em se destacar, sem assumir posições meramente sectárias ou oportunistas.

Mas por que não fazemos este esforço também em nossos programas partidários e eleitorais que veiculam na mídia?

Percebo nesses programas um grande esforço do Partido em nos vincularmos aos êxitos dos governos de Lula e Dilma. O que é correto. Porém, não vejo nesses mesmos programas um esforço de demonstrar ao público quais são as diferenças entre o PCdoB e o PT, além do fato de sermos um Partido com nove décadas de história.

Por exemplo, por que não afirmarmos que somos orgulhosos dos avanços obtidos nos últimos dez anos, porém temos severas críticas à política econômica? Por que não explicitamos em um programa a influência do poder econômico sobre o processo eleitoral, que formam no Congresso bancadas empresariais até quatro vezes maiores que as bancadas sindicais? Por que não expormos que o Governo é formado por contradições - e que o fortalecimento do PCdoB é instrumento para que esse Governo se volte mais à esquerda?

Será que nos recusamos a fazer a crítica por crermos que o povo não entenderá a mensagem? A impressão que tenho ao ver boa parte das propagandas do Partido (destinadas a incrementar nossa base eleitoral) é que estamos ganhando votos para o PT.

É a provocação que faço ao Partido.

André de Queiroz Faria é Membro do Comitê Municipal do PCdoB em Uberlândia-MG.

16 de out. de 2013

A importância da flexão tática

Reforma e revolução, tática e estratégia, são binômios articulados dialeticamente, notadamente como quantidade e qualidade, possibilidade e necessidade. Em termos concretos, da transição do capitalismo para o socialismo, e deste, para o comunismo.
Por Adir Campos*
A dificuldade de se entender essa transição e as flexões táticas que se precisa fazer na luta política decorre, sobretudo, da ignorância de se pensar dialeticamente, pois é daí que se desdobram os equívocos em políticas divorciadas da realidade. Afinal, é a própria realidade que é dialética, e não a ideia que fazemos dela.

A consequência disso é a formação do oportunismo de direita nas fileiras do Partido, que leva alguns a perder de vista o próprio objetivo do Partido – a transformação radical da sociedade –, bem como o oportunismo sectário de esquerda, que tambem faz perder de vista o objetivo do Partido, que se traduz na incompreensão da mediação necessária que se precisa fazer entre a atuação imediata e de longo prazo, ou seja, como e por que acumular forças, e de que forma se dá, de fato, a transição do capitalismo para o socialismo.

Muita incompreensão se deu no seio dos comunistas desde a vitória da revolução de 1917. Acreditava-se que aquele movimento aceleraria a revolução mundial. De fato, não foi pouco o que os bolcheviques fizeram, não só internamente (uma grande e poderosa nação), mas tambem mundialmente, semeando, da China aos EUA, por toda a Europa, América e África, organizações forjadas no marxismo-leninismo e durou mais de 73 anos. Não é pouca coisa.

Entretanto, a principal causa do fracasso se deveu a incompreensão da transição – transição essa, diga-se, que se inicia já com a primeira crise de superprodução de 1825 e as primeiras lutas operárias de 1830 e 1848 na Europa. Essa incompreensão tem tudo a ver com a atuação do Estado em uma economia de mercado, da articulação dos Estados dirigidos politicamente pelos comunistas e dos Estados dirigidos pela burguesia. Parece que há certo consenso que a China está compreendendo essa relação melhor e, como disse um economista, “parece que os chineses leram O Capital melhor que os russos”.

Ora, a compreensão profunda do Capital de Marx é essencial para a correta política, principalmente para a ação tática, pois retira muitas deformações idealistas – e um certo moralismo pequeno-burguês – na hora de os comunistas se verem diante da burguesia, fazendo as necessárias composições para governar.

Não devemos temer governar com a burguesia e com ela fazer acordos, desde que tenhamos clareza dos limites e das necessidades concretas que a ação política determina. Nesse sentido, deve ficar claro a própria natureza da política, que é, na essência, uma forma de compor as diferenças para poder governar. Em uma sociedade de produtores de mercadorias, a política é a forma de agir organizada desses mercadores. Não inventamos isso, não podemos ignorar isso.

O que devemos ter claro e bastante claro – é que, de acordo com a explicação científica dada por Marx ao capital e sua célula a mercadoria e o dinheiro esse modo de produção desaparecerá não por causa da mera vontade dos homens, indignados com seus horrores e injustiças, mas porque nas entranhas do capital se oculta à contradição de sua existência histórica.

O capital e a sociedade de mercadores estão em processo acelerado de desaparecimento por causa daquilo que Marx cunhou como “lei da queda da taxa de lucro” e que decorre da “elevação da composição orgânica do capital”, e que, em apertadas palavras, significa que, com o desenvolvimento da maquinaria, da ciência e da tecnologia aplicadas na produção, decresce a parte do capital capaz de criar uma taxa de lucro suficiente para repor os meios de produção e a força de trabalho.

A compreensão correta desse fenômeno espetacular é o segredo do entusiasmo que sentimos em fazer política, pois temos absoluta convicção que o capital tem, quer queiram ou não os seus ideólogos, um limite histórico de existência e terá que desaparecer. Saudações a todos que lutam e dão a vida por essa grande causa.

*Adir Campos é militante do PCdoB Uberlândia.

1 de out. de 2013

Conferência Municipal do PCdoB Uberlândia elege novo presidente para cômite municipal


Ocorreu neste sábado (28 de Setembro de 2013) no anfiteatro do 5R da Universidade Federal de Uberlândia a Conferência Municipal do PCdoB Uberlândia.
Em ato politico publico que reuniu cerca de 80 delegados, a conferência que teve inicio às 14h00, contou com a presença de Wagner Gomes (PCdoB), de passagem pela cidade. O ato publico, ainda contou com a presença de Tião Elias (PT)  representou o prefeito Gilmar Machado (PT) e do companheiro Chicão (PMDB) representando seu partido.
                                    
O ato ainda contou com a presença de representantes do DCE -UFU, do Grupo SHAMA e da combativa e guerreira  UJS (União da Juventude Socialista).
No ato, que teve debates sobre a conjuntura local e nacional e balaços a respeito dos últimos meses e das ações do partido, o ate então presidente do comitê municipal Talmeide Sampaio (PCdoB) passou o cargo a Paty Cunha (PCdoB), eleita presidenta do PCdoB comitê municipal.
Com o Tema "Avançar nas Mudanças", o PCdoB, busca uma ação política coerente e centrada em ideais sem exageros, que visam o proletariado, tendo uma visão de classe consciente.  Sua luta, que se mistura com a história do processo democrático brasileiro leva em conta a soberania de nosso povo, e a busca constante e incansável  por melhores condições de vida ao proletariado, independente se de forma local, estadual ou nacional.
 Etapa concluída, realizada a Conferencia Municipal: Que venha o 13º Congresso do PCdoB!