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27 de mai. de 2018

Charge: Duke sobre as manifestações

                                                            Charge: Duke sobre as manifestações

A situação da charge procura retratar a realidade, caso ocorra uma intervenção militar. Muitos protestantes, inclusive entre os caminhoneiros que pararam o Brasil neste Maio do ano de 2018, tem ido as ruas pedindo intervenção militar, e mostrando o despreparo e uma falta de conhecimento sem tamanho, dos fatos e acontecimentos, inclusive de nossa própria historia. 
Em 1964, tivemos o golpe militar, e o período posterior não foi de glorias, nem de liberdade de expressão. Com intervenção militar, manifestações cessam, livre expressão cessam, garantia dos direitos humanos cessam. E cessam não porque tudo melhorará, mas porque passam a ser proibidos.
Então, antes de vestir uma camiseta da seleção (que diga se de passagem virou simbolo de vergonha, por representar golpistas), e sair gritando "Intervenção Militar Já" pegue um livro de história. Estude o período de Regime Militar no Brasil. Depois tire suas próprias conclusões se isso e bom ou não.


*** Jimmy Rus - Coordenação de Comunicação do Comitê Municipal do PCdoB Uberlândia.

21 de mai. de 2018

Mortalidade infantil cresce, depois de 15 anos de redução


Um enorme esforço do governo federal e da sociedade civil durante 15 anos para diminuir as taxas de mortalidade de bebês e crianças começa agora a ser desfeito, às custas do argumento do ajuste fiscal promovido pelo governo de Michel Temer. Depois de mais de uma década com quedas consecutivas, a taxa de mortalidade na infância (proporção de óbitos de menores de cinco anos para cada mil nascidos vivos) subiu 11% em 2016, em comparação com o ano anterior.


Veja matéria na integra acessando:
http://www.vermelho.org.br/noticia/311228-1

10 de abr. de 2018

Atrás da prisão de Lula, a sombra das oligarquias econômicas

Por Katia Fitermann

Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se entregar para a polícia federal em São Paulo para cumprir a pena que lhe atribuem por corrupção. O sindicato dos metalurgicos, onde ele estava, permitiu; mas ele teve que atravessar uma multidão que se reuniu durante dias para impedir sua prisão, espalhada dentro e fora da igreja de São Bernardo do Campo. O bispo Angelico Sandalo Bernardini, da Diocese de Blumenau, no sul do Brasil, encorajou o ex-presidente do país e a multidão de fiéis: "aqui está um cidadão que já foi preso no passado", disse Bernardini, que já foi presidente da Conferencia Nacional de Bispos do Brasil. "Ele foi preso sem que nenhuma prisão pudesse deter o seu coração, a sua mente e os seus ideais. Continua a dedicar a sua vida à causa da paz, que é fruto da solidariedade, do amor, da misericordia e da justiça. Que Jesus te proteja, irmão e companheiro!", disse Angelico para Lula no fim de semana. 

Os testemunhos daqueles que apoiam o "presidente guerreiro do povo"

Lula foi carregado quase como triunfo da multidão que se manifestava a seu favor e gritava: "Lula presidente guerreiro do povo!". "Querido presidente Lula, que magia é esta sua que hoje garante a democracia brasileira e é simbolo da esperança de milhões de brasileiros que gritam o seu nome em todo o país e em terras estrangeiras? Que magia é essa que te dá coragem, apesar de todo o sofrimento pessoal, para oferecer a cada um de nós uma lição de dignidade e humanidade? A resposta é muito fácil: a sua simplicidade, senhor presidente, é assim desarmante que os seus torturadores subestimaram a grandeza que ela significa". Essas são palavras dedicadas a Lula pelo economista da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, quem escreveu uma carta endereçada ao ex-presidente brasileiro logo após a expedição do seu mandato de prisão por parte do juíz Sérgio Moro. Uma das várias mensagens internacionais enviadas ao ex-presidente. Outras manifestações de solidariedade chegaram por parte de intelectuais, jornalistas, sacerdotes, artistas, mas especialmente por parte da grande massa de pessoas marginalizadas, pertencentes às classes mais pobres do Brasil, que tinha se reunido há dias na frente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e em outros lugares do país. 

O poder judiciário e a perda de independência 

"Lula foi preso não porque cometeu um crime, do qual até agora não existem provas concretas de sua culpabilidade, se fosse assim ele poderia ter recorrido a todos os meios previstos pela Constituição brasileira, o que lhe foi negado. O juíz Moro pediu a prisão de Lula apenas porque ele representa um perigo para as próximas eleições presidenciais que vão acontecer no Brasil em outubro desse ano. Isso justamente porque ele representa a população pobre que não deve ter nem voz, nem direitos, nem visibilidade. Na prisão, ele não poderá se candidatar para as eleições presidenciais. Para conseguir tirá-lo do jogo, o poder judiciário brasileiro, um dos poderes principais da Constituição Federal do Brasil e que deveria ser autonômo e independente na sua atividade, violou a Constituição. Esse mandato de prisão, na realidade, serve apenas para impedir a candidatura de Lula, e foi planejado por uma classe social e política que não quer a defesa dos direitos iguais para todos, mas a manutenção da casta social mais alta do país, com seus privilégios e garantias de direitos à revelia de todo o povo brasileiro". Essa fala foi de Antonio Vermigli, diretor da revista "Em Diálogo" e membro da Rede Radie Resh, associação de solidariedade internacional fundada em 1964 pelo jornalista, escritor e ex-parlamentar italiano Ettore Masina, depois de uma viagem com o Papa Paulo sexto para Israel. Vermigli é também organizador da Marcha pela Justiça que acontece há 25 anos e todo ano em Quarrata, na província de Pistoia, e que já contou com a participação de muitas pessoas (entre elas o escritor Luis Sepulveda, o vencedor do premio Nobel pela paz Rigoberta Menchu, e o próprio ex-presidente Lula em 1999, quando ainda estava na corrida presidencial, por ele vencida em 2003). 
Leia matéria na integra acessando: http://www.vermelho.org.br/noticia/309777-1

15 de mar. de 2018

PCdoB expressa indignação com assassinato de vereadora do Psol no RJ




A notícia do assassinato brutal da vereadora do Psol-RJ, Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes que a acompanhava na noite desta quarta-feira (14) deixa um sentimento de consternação em toda militância comunista.
Parlamentares e lideranças sociais se manifestaram com indignação à morte da jovem mulher de 38 anos, cuja atuação foi marcada pela defesa dos direitos humanos, das mulheres, dos negros e das comunidades. Marielle era presidente da Comissão de direitos das mulheres da Câmara Municipal do Rio e denunciava a violência provocada por policiais moradores das comunidades do Rio de Janeiro.
O Partido Comunista do Brasil, se solidariza com o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e toda sua militância e pede total rigor nas investigações dos assassinos. “É preciso uma apuração rigorosa, que apure e puna os executores. Que não seja mais um caso da violência cotidiana que assola a cidade”, diz a nota.
Marielle era uma lutadora pelos direitos humanos e vinha nos últimos dias denunciando o acirramento da violência policial nas comunidades fluminenses a partir da intervenção militar na segurança pública do Estado.
O PCdoB Carioca ressalta em nota pública que “Mariele deixa um exemplo de luta e que nos serve de inspiração, mostrando que suas ideias continuam”.
Não calaremos
“Querem nos fazer ter medo de ser quem somos. Não calaremos. Por Marielle, por Anderson, por todas nós”, postou a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) que desde a notícia do assassinato faz uma campanha em suas redes sociais de apoio e solidariedade à luta. Logo após saber da notícia, Manuela disse estar “chocada e triste”e enviou um abraço à família e aos companheiros e companheiras do Psol. Manuela enfatizou que “ninguém vai calar as mulheres que lutam” e exigiu apuração já! ‬
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse estar “extremamente chocada (…) Tristeza demais”, ao tomar conhecimento do assassinato da sua conterrânea. A deputada definiu a vereadora como “uma menina empoderada, com brilho próprio, repleta de sonhos e vereadora com um ano de trabalho. É difícil de acreditar”. Solidária, Jandira que participa do Fórum Social Mundial que acontece em Salvador, volta ao Rio nesta quinta-feira (15) para dar “força aos familiares e amigos de Marielle, assim como seus e companheiros de jornada do Psol”.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) postou no Twitter:


*** Coordenação de Comunicação do Comitê Municipal do PCdoB Uberlândia.



25 de fev. de 2018

Decreto anula nomeação de Cristiane Brasil para Ministério


O governo publicou na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União decreto que torna sem efeito a nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o cargo de ministra do Trabalho. A nomeação da deputada havia sido publicada no Diário Oficial do dia 3 de janeiro, mas decisões judiciais a impediram de tomar posse.
O nome de Cristiane Brasil foi escolhido para a pasta em reunião do presidente do PTB, Roberto Jefferson, pai da deputada, com o presidente Michel Temer. Após uma disputa judicial em torno da posse de Cristiane, a deputada e líderes do PTB foram recebidos por Temer na última quarta-feira (21) e combinaram com o presidente que o partido vai indicaroutro nome para a pasta.
Após a nomeação, no início de janeiro, Cristiane Brasil foi impedida de tomar posse por força de uma decisão liminar do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói (RJ).
Couceiro acolheu os argumentos de três advogados que, em ação popular, questionaram se a deputada estaria moralmente apta a assumir o cargo por ter sido revelado pela imprensa que ela foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 60 mil a um ex-motorista, em decorrência de irregularidades trabalhistas.
Em seguida, a suspensão da posse foi confirmada por decisões da segunda instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro e pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. Na semana passada, Cármem Lúcia definiu que caberia à Corte decidir sobre a posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL | BRASÍLIA

http://diariodeuberlandia.com.br/noticia/15736/decreto-anula-nomeacao-de-cristiane-brasil-para-ministerio

*** Coordenação de Comunicação do Comitê Municipal do PCdoB Uberlândia.

17 de fev. de 2017

Reforma da Previdência - Comite Regional Contra a Reforma da Previdência






A pressa para votar as reformas do golpe, previdenciária e trabalhista, mostra bem o ritmo em que o governo sem voto planeja o desmonte do Estado brasileiro. O que resta ao trabalhador é unir forças e lutar para derrubar esse pacote de maldades. E nessa busca pela unidade, independente de ideologias e diferenças, foi criado o Comitê Regional Contra a Reforma da Previdência, com o objetivo de fortalecer a luta contra o pacote de maldades que cai sobre a maior parte da sociedade, a força produtiva.
Composto por representantes de diversos sindicatos, entidades e grupos representativos de categorias da sociedade, o Comitê foi lançado na última quinta-feira (16), na praça cívica da Câmara Municipal de Uberlândia, reunindo mais de 300 trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. O companheiro Luiz Sérgio (Luizão) da CUT ressaltou a importância da união em defesa dos direitos dos trabalhadores, independente das diferenças partidárias.
O momento marcante da manifestação foi a chegada dos representantes da Frente Povo sem Medo. Uma multidão de trabalhadores e trabalhadores, que após uma ocupação na reitoria da Universidade Federal de Uberlândia, em defesa da reintegração de posse do campus Glória, juntou-se à formação do Comitê Regional. Na fala coordenadora do assentamento Glória, Mineia Nunes, o grupo vai gritar para a cidade, Estado e todo o país, que as entidades não aceitarão o despejo do Glória. E também não aceitarão os cortes que esse governo golpista está jogando nas costas dos trabalhadores. E finaliza dizendo que a reforma da previdência é um absurdo porque o trabalhador não vai conseguir se aposentar e a situação que os servidores municipais estão passando é uma falta de respeito e que agora é uma causa de todos.

Solange Barros
Comissão de Comunicação do PcdoB Uberlândia - Comitê Municipal
Jornalista, professora, diretora do SJPMG Triângulo, Delegada sindical do Sinpro MG.



3 de abr. de 2014

Um terço dos Estados trocará de governador a partir de sexta-feira

Quase um terço dos 27 Estados do País terão novos governadores a partir de sexta-feira (4). Pelo menos sete governantes eleitos em 2010 vão renunciar nesta quinta-feira (3) para disputar outros cargos, mas o número pode chegar a nove. Todos fazem parte do rol de 12 governadores que já foram reconduzidos ao cargo e, por isso, não podem se candidatar à reeleição – três políticos decidiram permanecer no posto até dezembro e ficarão sem mandato a partir de 2015.
Pela legislação, chefes de Executivo devem deixar o cargo até seis meses antes da votação na qual concorrerão a outro posto no Legislativo ou em outra esfera de poder. Nessa última situação está o pernambucano Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência da República. Os demais governadores que vão renunciar hoje pretendem disputar cargos no Congresso – geralmente o Senado – ou permitir que parentes possam sair candidatos. O governante só pode permanecer no cargo se concorrer à reeleição – caso de 15 atuais chefes de Executivos estaduais.
Dois governadores deixaram para a última hora o anúncio de seu futuro político. No Ceará, Cid Gomes (PROS) vai aproveitar hoje a inauguração de uma policlínica para dizer se deixa o governo ou não. Ele estará ao lado de Ciro, seu irmão e secretário estadual de Saúde. Cid precisa renunciar para ser candidato a senador ou para que Ciro dispute essa vaga, embora o ex-ministro não goste da ideia. No entanto, o governador teme perder o controle da máquina estadual, fundamental para eleger seu sucessor, e por isso poderia ficar até o fim do mandato. Cid ainda não anunciou quem vai apoiar como candidato à sucessão.
Situação semelhante vive Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão. O mais provável é que a governadora renuncie e dispute uma vaga no Senado. Esse teria sido um pedido feito pelo seu pai, o senador José Sarney, que deve concorrer à reeleição pelo Amapá. O grupo dos que vão cumprir o mandato até o fim é formado pelo tucano Teotonio Vilela (Alagoas), pelo peemedebista Silval Barbosa (Mato Grosso) e pelo petista Jaques Wagner (Bahia). O último deve integrar o núcleo da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em caso de vitória, Jaques provavelmente começaria 2015 na Esplanada dos Ministérios.
Dilema. Quem já confirmou a renúncia para hoje é o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Ele vai abrir espaço para o vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ganhar visibilidade na disputa pelo Palácio Guanabara. Cabral deve tentar voltar ao Senado, mas a queda de popularidade desde os protestos de 2013 tornaram o futuro do peemedebista mais imprevisível do que se previa um ano atrás.
Em Minas, Antonio Anastasia (PSDB) também vai renunciar ao mandato, mas ainda não confirmou se disputará o Senado. Oficialmente, o tucano trabalhará na elaboração do plano de governo do pré-candidato à Presidência tucano, o senador mineiro Aécio Neves.
Nos 15 Estados em que o governador pode se reeleger, quase todos serão candidatos.
Podem ocorrer duas exceções. No Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini quer ser candidata, mas o DEM, seu partido, pode preferir apoiar outra sigla. Segundo pesquisa Ibope de dezembro, ela é a governadora mais mal avaliada do País, com 7% de aprovação. No Tocantins, o tucano Siqueira Campos não disse se vai ou não concorrer à reeleição. Especula-se que ele renuncie para dar lugar na chapa ao filho, Eduardo.


Fonte:https://www.correiodeuberlandia.com.br/brasil-e-mundo/um-terco-dos-estados-trocara-de-governador-a-partir-de-sexta-feira/?fb_action_ids=560030827438795&fb_action_types=og.recommends

5 de ago. de 2013

Presidenta Dilma Rousseff sanciona Estatudo da Juventude

Juventude comemora estatuto e cobra mais conquistas 


Reforma política com financiamento público de campanha. Mais recursos para educação. Democratização da comunicação. Desmilitarização da polícia. E fim dos autos de resistência. Foram essas as reivindicações apresentadas pelos jovens brasileiros, ao discursarem na solenidade de sanção do Estatuto da Juventude, na tarde desta segunda-feira (5), no Palácio do Planalto. Mas eles não deixaram de comemorar o fim da luta de quase 10 anos com a sanção da nova carta de direitos da juventude.


Presidência da República
Juventude comemora estatuto e cobra mais conquistas  
Dilma à juventude brasileira: “Eu conto com vocês, vocês podem contar comigo”.
A presidenta Dilma Rousseff disse que não abandonou seus compromissos democráticas quando assumiu a Presidência da República e, ao finalizar sua fala em que se comprometeu com mais conquistas para a juventude e o combate à violênciacontra a juventude negra e pobre, disse “Eu conto com vocês, vocês podem contar comigo”.

Apresentações culturais de jovens negros marcaram a solenidade, que contou ainda com a entrega de uma carta assinada por mais de 80 organizações denunciando a violência policial contra os jovens negros nas periferias das cidades brasileiras. 


Leia a noticia na integra acessando:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=220361&id_secao=1

A presidenta Dilma disse que considera o fato o mais grave no Brasil de hoje e se comprometeu a eleger o assunto como o principal assunto a ser debatido nos diversos órgãos e conselhos que estão sendo criados para implementar o Estatuto da Juventude. A fala foi seguida de muitos aplausos e gritos de “Olé,olê,olá/Dilma, Dilma!”. 

Os muitos discursos, que foi iniciado pela presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, e encerrado pela Presidenta Dilma, se alternaram entre comemorações pela conquista do novo estatuto e os desafios para ampliar ainda mais os direitos dos jovens, que representam atualmente cerca de 52 milhões de pessoas. 

7 de jul. de 2013

Plebiscito e reforma política para aumentar protagonismo popular

Muitos comentaristas, na mídia conservadora, na oposição neoliberal, no Judiciário e mesmo em setores centristas da base do governo, têm proclamado a crise do governo Dilma Rousseff. E se referem, em apoio a esta tese, ao recuo na aprovação da presidenta registrado na pesquisa do Datafolha, feita no calor dos acontecimentos e, portanto, com uma previsível subavaliação do governo – aliás, de todos os governantes, em todos os níveis (municipal, estadual e federal). 

É preciso rigor e ao mesmo tempo mais prudência na avaliação do que está acontecendo. Não se deve avaliar o conjunto da situação do governo por um momento de turbulência.

Este comentário é necessário para contrapor-se ao afã direitista de proclamar o “fim do governo Dilma”. Há de tudo, neste particular – desde aqueles que falam no “volta Lula” até os que, como ocorreu na reunião do PMDB realizada na noite desta terça-feira (2), em “abraço de afogado” e em romper a aliança que apoiará Dilma em 2014.

Todo esse diz que diz que tem apenas o objetivo de esconder, sob uma cortina de fumaça, o fato de que a presidenta roubou a cena ao propor, em sua fala aos governadores e prefeitos, no dia 24, a reforma política sobre a qual o Congresso, há duas décadas, não se entende. Para romper o impasse, Dilma quer ouvir o povo, através de um plebiscito. 

Mexeu num vespeiro. O ordenamento político de um país é formado pelo conjunto de regras que definem a forma como o poder se distribui entre os vários personagens que se confrontam, e um apelo direto àquele que é a fonte originária do poder – o próprio povo – provoca temores nas forças conservadoras. A razão é simples: isto expõe, claramente, os limites dos que se proclamam “democratas”, mas defendem os privilégios das classes dominantes. Apelar diretamente ao povo é expor a nervura do sistema de poder existente. Daí o impasse duradouro na reforma política. Enquanto os partidos ligados ao povo, entre eles o PCdoB, querem um sistema que amplie o protagonismo popular e faça a democracia avançar, os conservadores querem travar esse desenvolvimento e pôr a salvo seus privilégios.

As dificuldades, assim, avolumam-se. Foi ao que se assistiu nesta terça-feira (2), depois que a presidenta enviou ao Congresso Nacional sua mensagem defendendo a convocação do plebiscito popular sobre a reforma política. 

As reações são variadas, e interesseiras. No limite, elas incluem reações conservadoras para quem a questão é “complexa demais” para o entendimento popular, devendo ser deixada aos “especialistas”. É o velho argumento, sempre usado pelas elites brasileiras, de que “o povo não está preparado para votar”! 

É deplorável que entre as forças empenhadas em prejudicar a tramitação da iniciativa presidencial estejam partidos que jogam papel decisivo na coalizão governamental.

A reação diz respeito a questões como o sistema eleitoral: proporcional, como é hoje, ou alguma distorção representada pelos vários tipos de sistema distrital (majoritário); ao financiamento público de campanha, que a direita não aceita e pretende preservar seu poder econômico nas eleições. Em editorial publicado nesta quarta-feira (3), o jornal Folha de S. Paulo é explícito e diz que “não faz sentido impedir que pessoas ou empresas colaborem com candidatos de sua escolha”. 

Acumulam-se, ainda, os defensores de mudanças no sistema eleitoral, substituindo o voto proporcional para deputados federais, estaduais e para vereadores, pelo voto majoritário (o voto distrital), condenado nos vários países onde é usado hoje devido às graves distorções que provoca na representação da vontade popular manifesta nas urnas. No Brasil há uma dificuldade a mais para os conservadores que pretendem essa forma de eleição, que é mais favorável a seus interesses: sua implantação exige uma reforma constitucional que altere o artigo 45 da Constituição de 1988.

A reforma eleitoral de que o Brasil precisa é aquela que faça a democracia avançar, permitindo mais protagonismo popular, que é a alma da democracia. Qualquer reforma que implique manipular a vontade do eleitor manifestada nas urnas apenas agravará a crise de representação. Ao contrário, a mudança que torne mais transparente o exercício do poder e a representação apontará para o futuro – para a consolidação e o fortalecimento da democracia no Brasil. 

Isto é o que está em jogo – os conservadores de todos os matizes querem perpetuar seus privilégios e defendem uma reforma política que seja um freio para a vontade popular. Os interesses populares, ao contrário, precisam de mais democracia e maior participação política. Daí a repulsa conservadora à consulta popular representada por um plebiscito onde o povo diga o que pretende para o ordenamento do sistema do exercício do poder no Brasil. 



fonte:http://www.vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1228&id_secao=16

26 de jun. de 2013

Arquivos de Niemeyer, Dom Pedro II e Che são inscritos na Memória da UNESCO


Nesta terça-feira (18), o Comitê Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) acrescentou 54 novos documentos à sua Memoria, entre eles, os arquivos do arquiteto Oscar Niemeyer, do imperador Dom Pedro II (ambos apresentados pelo Brasil) e do líder revoluniconário Ernesto Che Guevara, solicitado pela Bolívia e por Cuba.
Com isso, uma coleção de 8.927 documentos, entre esboços, álbuns e desenhos técnicos do saudoso arquiteto, e o patrimônio documental de viagens que D. Pedro II fez no Brasil e no exterior, e os documentos que narram a vida de Che agora estão na Memória do Mundo, pois são considerados de ampla importância mundial.
Conforme a proposta de inscrição encaminhada pelo Brasil à UNESCO, o patrimônio documental de Niemeyer, falecido no ano passado, forma um valioso registro da obra de um artista que transformou a arquitetura do século XX no mundo. Os esboços e álbuns são documentos originais, raros e, principalmente, únicos.
A coleção de documentos de D. Pedro II se refere a registros de viagens do imperador realizadas entre 1840 e 1913. Dom Pedro II, ao longo dos 49 anos do seu governo, percorreu o Brasil e quatro continentes, permitindo-lhe experimentar novas terras e culturas. De acordo com a UNESCO, esses documentos foram escritos ou recebidos por D. Pedro II durante um período de profundas mudanças históricas, que mais tarde se tornariam as mais modernas referências culturais.
Para a ONU, essas declarações não só revelam aspectos do pensamento, de descobertas científicas, da diversidade cultural e das paixões políticas, mas também permitem analisar as relações diplomáticas do Brasil.
Já referente à obra de Che Guevara traz os manuscritos originais de sua adolescência e juventude até seu diário de campanha na Bolívia.
Foi incluso na Memória também a coleção de testemunhos de vítimas do Holocausto conservada em Yad Vashem de Jerusalém, apresentada por Israel.
O Registro Memória do Mundo lista o patrimônio documental que foi recomendado pelo seu Comitê Consultivo Internacional e aprovado pela diretora-geral da UNESCO sob critérios de seleção relativos à importância mundial e forte valor universal.
Redação com ONU

23 de jun. de 2013

Reinaldo: As manifestações e a cobertura oportunista da mídia


"A defesa do direito de lutar é fundamental para a democracia. foi para isso que derrubamos a ditadura há quase 30 anos e derrotamos nas urnas, em 2002, os candidatos das classes dominantes". Esse foi o tom de mais uma reflexão do jornalista e editor do Vermelho, José Reinaldo Carvalho, ao avaliar as manifestações em São Paulo e no Brasil.

Ele destacou que as manifestações, inicialmente convocadas pelo Movimento do Passe Livre, têm o apoio massivo de organizações estudantis e juvenis, como UNE e Ubes e suas correlatas nos estados e municípios. Além disso, há o apoio das juventudes partidárias de esquerda, o que também imprime conteúdo político e ideológico ao movimento.

Ele também denunciou que "as forças de direita, a partir dos meios de comunicação, estão dando amplo espaço à divulgação das manifestações, mostram-se interessadas em instrumentalizar o movimento espontâneo como massa de manobra para fins oposicionistas e desestabilizadores em relação ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Pescam em águas turvas, fazem analogias com movimentos sociais de outras latitudes e propõem artificialmente outras bandeiras de luta funcionais aos seus interesses".

Leia mais em:http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=216433&id_secao=332

8 de jun. de 2013

Bolsa família e salário mínimo fazem classe média crescer 16% em 11 anos

O contexto econômico mundial e seu impacto sobre o mercado de trabalho tem registrado evolução positiva nos países em desenvolvimento como o Brasil, constatou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no relatório 'O Mundo do Trabalho 2013: Reparando o Tecido Econômico e Social', divulgado nesta segunda-feira (3).
Sobre o Brasil, um dos destaques da organização no relatório foi o crescimento de 16% da classe média entre 1999 e 2010. Segundo a OIT, isso ocorreu devido ao fortalecimento do salário mínimo e do Programa Bolsa Família. Essas duas políticas, para a organização, explicam a redução da pobreza no país e o fortalecimento da economia nacional. Como desafios, a OIT citou a redução dos postos informais de trabalho, o aumento da produtividade, o aumento dos investimentos e o crescimento dos salários acima da inflação.
Os países desenvolvidos, por outro lado, estão em uma situação que pode se tornar "preocupante", a despeito da recuperação econômica desde 2009, ano em que começou a crise financeira internacional. De acordo com o documento, na América Latina e no Caribe, registrou-se em 2012 taxa de emprego, em média, 1% superior à de 2008, ano anterior à crise. Na região, essa taxa atingiu 57,1% ao fim de 2012.
"Nos países em desenvolvimento, o desafio mais importante é consolidar os recentes progressos na redução da pobreza e da desigualdade", informou, em nota, o coordenador do relatório, o diretor do Instituto Internacional de Estudos de Trabalho da OIT, Raymond Torres. A organização citou o estabelecimento de um piso salarial – por meio da fixação de salários mínimos – e de políticas de proteção social como essenciais para a situação atual desses países.
Em relação aos países desenvolvidos, constatou-se que a desigualdade de renda da população aumentou nos últimos dois anos. A principal justificativa foi o crescimento dos níveis de desemprego no mundo. A expectativa é que os atuais 200 milhões de desempregados cheguem a 208 milhões em 2015. Na última semana, a União Europeia registrou 26,5 milhões de desempregados.
"A situação em alguns países europeus, em particular, está começando a forçar o seu tecido econômico e social. Precisamos de uma recuperação global, focada em empregos e investimentos produtivos, combinada com melhor proteção social para os grupos mais pobres e vulneráveis", disse, em nota, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.
Para a organização, outro fator que atrasa a recuperação da geração de empregos nos países desenvolvidos é a falta de investimentos possivelmente gerados a partir de lucros. No último fim de semana, houve manifestações em mais de 100 cidades europeias contra políticas de austeridade. Segundo a OIT, apenas um terço dos investimentos globais em 2012 foram feitos por países de alta renda. Os países emergentes, em comparação, foram os responsáveis por mais de 47% dos investimentos no mesmo ano.
"Há uma clara relação entre o investimento e o emprego. Melhorar a atividade de investimento é crucial para permitir que as empresas aproveitem as novas oportunidades para se expandir e contratar novos funcionários", explicou o coordenador do relatório, Raymond Torres.
Como forma de reduzir os impactos negativos da conjuntura de fraco desempenho econômico e escassez de postos de trabalho, a OIT sugere que sejam eliminadas as crenças negativas sobre as intervenções dos governos no crescimento econômico e a capacidade que elas têm de diminuir a má distribuição de renda entre a população. Outro ponto importante, de acordo com a organização, é o estímulo ao diálogo social entre empregados, empregadores e o governo para gerar melhorias no mercado de trabalho.

data: 03/06/2013

22 de abr. de 2013

Jô Moraes critica redução da maioridade penal e elogia estatuto

18 DE ABRIL DE 2013 - 10H59 


A deputada Jô Moraes (PCdoB -MG) condenou a proposta de redução da maioridade penal, apresentada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) em função de recente caso de violência envolvendo menores de 18 anos na capital paulista. Em discurso no Plenário da Câmara, nesta quarta-feira (17), a parlamentar disse que “o debate sobre a redução da maioridade penal feito sob pressão da sociedade pode levar que a cada ano reduzamos mais e, daqui a pouco, vamos prender crianças de 10 anos”.


“O que a juventude precisa é exatamente de políticas que lhes deem oportunidades e alternativas para que eles se afirmem na sociedade”, disse, destacando a aprovação do Estatuto da Juventude, esta semana, no Senado.

“Por isso, nós defendemos que se ampliem as políticas de juventude de prevenção e as alternativas, que se apoie e se aprove o Plano Nacional de Educação, e que, sem dúvida nenhuma, se aperfeiçoe o Estatuto da Criança e do Adolescente para equacionar o momento presente”, afirmou.

Da Redação em Brasília


21 de abr. de 2013

Brasília 53 Anos




21 de Abril dia de Tiradentes e também aniversario de Brasília
Fica  aqui a homenagem do Partido Comunista do Brasil. Sua construção foi parte do plano de metas do Presidente Jucelino Kubitschek, e o projeto da cidade partiu de um anteprojeto do arquiteto Lucio Costa e Oscar Niemeyer os quais também projetaram os principais prédios da cidade.
A cidade de Brasília foi fundada no mesmo dia e mês em que se lembra a execução de Joaquim José da Silva Xavier, líder da Inconfidência Mineira, e a fundação de Roma.  Neste dia no ano de 1960, às 09h da manhã o Presidente Jucelino Kubitschek, num ato solene fechou os portões do Palácio do Catete- que então passou a ser o Museu da Republica-  no Rio de janeiro e transferiu a capital do país para Brasília. 
A todos os Brasiliense nossos parabéns!

3 de fev. de 2013

Tragedia de Santa Maria

Charge do Cazo para Comércio de Jahu

publicada no 

http://www.vermelho.org.br/charges.php?id_param_charge=785&pagina=1



6 de dez. de 2012

Oscar Niemeyer


"Não me sinto importante. Arquitetura é meu jeito de expressar meus ideais: ser simples, criar um mundo igualitário para todos, olhar as pessoas com otimismo. Eu não quero nada além da felicidade geral" Oscar Niemeyer



Maior nome da arquitetura brasileira, comunista por convicção  e um dos ícones da arquitetura mundial, Oscar Niemeyer Soares morreu na noite desta quarta-feira (05), aos 104 anos, de insuficiência respitarória.
Ele completaria 105 anos no próximo dia 15, e estava internado desde o dia 2 de novembro no Hospital Samaritano, na zona sul do Rio de Janeiro, a princípio para tratar de uma desidratação. Niemeyer permaneceu lúcido até terça-feira, e a família estava ao lado dele no momento da morte.
Alem da Arquitetura a luta política é uma das questões que  marcaram a vida e obra de Oscar Niemeyer. Em 1945, já conhecido, conheceu Luis Carlos Prestes  e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). E de conhecimento que Niemeyer emprestou a Prestes a casa que usava como escritório, para que este montasse o comitê  do partido. Sempre foi um forte defensor de sua posição como Stalinista.
Fica aqui nossa homenagem a este comunista, este valoroso brasileiro! 

Nome Completo:  Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares
Nascimento: 15 de Dezembro de 1907- Rio de Janeiro, RJ
Morte: 05 de Dezembro de 2012, Rio de Janeiro, RJ.