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26 de mai. de 2018

Lançamento de pré- candidaturas do PCdoB

Bom dia a todas e todos.
Ontem, dia 24/05/2018, aconteceu em Uberlândia o lançamento das pré-candidaturas das camaradas Jô Moraes ao Senado, Professora Cecília à Assembléia de Minas e do camarada Professor Edilson à Câmara Federal.
A atividade foi marcada por um debate qualificado acerca da conjuntura política e dos desafios que estão postos para que o Brasil volte a trilhar o rumo da democracia, do desenvolvimento,da soberania e justiça social.
O ato contou com importantes figuras públicas e lideranças dos movimentos sociais da cidade Estiveram presentes representantes do PDT, Psol, PT, Consulta Popular, representantes do Grupo Coalizão, UBM, UJS e Levante Popular da Juventude.
Em sua fala a Professora Cecília destacou ao presentes a sua trajetória em defesa da educação e da valorização dos professores das três redes onde sempre atuou e também o compromisso com a luta pela igualdade de gênero em todos os o espaços. Convidou a toda e todos a se somarem na construção de pré-candidatura.
Professor Edilson abriu sua  apresentação ressaltando a importância política de que no lançamento das candidaturas do PCdoB outras forças do campo popular e de esquerda estivessem presentes, mostrando um grande gesto na construção da unidade programática para que possamos superar de vez a crise que foi instalada desde o golpe de 2016. Para o Professor Edilson sua pré candidatura só faz sentido se puder contribuir na construção de um projeto nacional de desenvolvimento, de uma representação qualificada e um interlocução orgânica com a sociedade civil.
Para deputada federal Jô Moraes foi uma satisfação voltar a Uberlândia e encontrar a Professora Cecilia e Professor Edilson entusiasmados mesmo com momentos tão sombrios onde reina a criminalização da politica. Mas pra ela esse momento também é de oportunidades para aquelas e aqueles que carregam a utopia da transformação social. Jô destacou para os presentes a importância da unidade programática entre a esquerda e que as candidaturas são legitimas. Por fim destacou belíssima pré-campanha da jovem comunista Manuela D´ávila que faz brotar, principalmente entre os jovens, a esperança e a utopia de que podemos ter um Brasil para todas e todos.


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*** Coordenação de Comunicação do Comitê Municipal do PCdoB Uberlândia.

29 de abr. de 2018

1º de maio: Manuela participa de atos em defesa dos trabalhadores


Neste 1º de maio, em Curitiba, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D’Ávila, participa do ato unificado das sete maiores centrais sindicais do Brasil (CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical), em defesa da liberdade do ex-presidente Lula e pela volta dos direitos trabalhistas, extintos pela reforma trabalhista do governo ilegítimo de Temer.


No Dia Internacional do Trabalhador, a pré-candidata do PCdoB participa ainda de outros tradicionais atos em defesa dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. No fim da manhã, às 11 horas, Manuela participa do ato da Força Sindical na zona norte de São Paulo, na Praça Campo de Bagatelle. Posteriormente, às 13 horas, a pré-candidata do PCdoB participa do ato da CUT e CTB na Praça da República, no centro da capital paulista.

Para este ato, estão confirmadas a participação da sambista e deputada pelo PCdoB, Leci Brandão; além das bandas Liniker e os Caramelows; a rapper Preta Rara; o grupo Mistura Popular e os cantores e intérpretes do carnaval em 2018 pela escola de samba Paraíso do Tuiuti, Grazzi Brasil e Celsinho Mody. O desfile da escola Paraíso do Tuitui fez uma grande crítica social ao golpe e suas consequências.

Em seguida, Manuela viaja para Curitiba para participar do ato unificado pelas centrais sindicais, na Praça Santos Andrade, apelidada de Praça da Democracia, na capital paranaense. Local onde o ex-presidente Lula é mantido como preso político desde o dia 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal.

Esse 1º de Maio, está sendo considerado histórico pelos sindicalistas, pois é a primeira vez que as centrais se reúnem em torno de uma pauta comum, a liberdade do ex-presidente Lula.

Todos os presidentes das centrais, parlamentares e lideranças políticas e sociais estarão presentes. Representantes das frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e de entidades sindicais de outros países também devem participar do ato político. 

Fonte: Portal PCdoB

19 de fev. de 2018

Biometria- Não realizou? Ainda da tempo.

Quem ainda não realizou o recadastramento da biometria,  terá ainda uma segunda chance em Uberlândia. O Cartório Eleitoral,  reabre hoje 19/02/2018  das 10:00 as 18:00  o atendimento ao publico. Esse prazo irá ate  09 de maio de 2018. O eleitor que ainda não compareceu ao recadastramento Biométrico, deve levar ao cartório eleitoral um documento de identificação oficial e um comprovante de endereço.
O atendimento deve ser agendado através do site do TRE (www.tre-mg.jus.br).
Fique atento, não perca seu titulo de eleitor. Garanta seu direito de exercer a cidadania.


*** Comunicação do Comitê Municipal do PCdoB Uberlândia.

14 de fev. de 2018

Comunicado da Justiça Eleitoral

Atenção Eleitor de Uberlândia
Se você não conseguiu realizar o seu recadastramento biométrico até o dia 09/02/2018 voce poderá comparecer ao Cartório Eleitoral no período de 19/02/2018 a 09/05/2018, para regularizar sua situação.

Agende seu atendimento a partir de 09/02/2018 pelo site www.tre-mg.jus.br ou pelo Disque-Eleitor 148.

Fonte: http://www.tre-mg.jus.br/eleitor/biometria


*** Coordenação de Comunicação do Comitê Municipal do PCdoB Uberlândia.

11 de nov. de 2017

PCdoB indica Manuela D'Avila a pré-candidata à Presidência da República

PCdoB indica Manuela D'Avila a pré-candidata à Presidência da República

        Notícia que deu o que falar essa semana, em sites, Facebook e outras mídias sociais foi a indicação do PCdoB, do nome da deputada estadual, ex-federal Manuela D'Avila como pré-candidata à presidência da República. 
        Veja mais informações em: http://www.vermelho.org.br

*** Comissão de Comunicação do PCdoB Uberlândia- Comitê Municipal 



4 de abr. de 2017

Contrapontos ao entusiasmo com a virtual candidatura Lula-2018

  Contrapontos ao entusiasmo com a virtual candidatura Lula-2018

      Prof. Edilson José Graciolli

  
Em uma conjuntura na qual o governo golpista vê ruir seus índices de aprovação e em que as candidaturas  de direita (várias no ninho dos tucanos: Alckimin, Aécio, Serra, FHC, Dória) ou de outros pontos no espectro político (Bolsonaro, com extrema-direita para o caso brasileiro; Marina, uma gelatina em busca de quaisquer partidos que a abriguem) se mostram com baixas intenções de voto, Lula desponta, inegavelmente, como o nome que, se confirmar sua candidatura, partirá do melhor patamar, algo pouco acima de 30% da intenção de votos2.
Neste texto indico um conjunto de ponderações e, até mesmo, de contrapontos ao entusiasmo com que parcela da esquerda (não apenas do PT) recebeu e tem trabalhado essa expressiva intenção de votos para Lula-2018. Recusar-se a analisar os limites dessa virtual candidatura seria um erro político grave e com isso não se pode transigir.

  

Pré-candidatura ou frente ampla e democrática como ponto de partida para 2018?


    O fato, que me parece irrefutável, de que Lula é o nome de maior densidade eleitoral no campo  de esquerda, centro-esquerda e democrático não me parece suficiente para que ignoremos outras possibilidades que não seja o “volta-Lula!”.
O primeiro aspecto a ser considerado é o de que, por diversas razões, a tarefa desse campo a ser enfrentada de com urgência é o da formação de uma frente ampla e democrática (portanto, que transborda as fronteiras da esquerda), na sociedade civil (entidades, organizações, movimentos, mídia alternativa) e no que ainda resta de compromisso com direitos sociais (trabalhistas, previdenciários), direitos políticos (pluralismo partidário, liberdade de expressão e organização) e democracia nos partidos e nas duas Casas do Congresso Nacional.

            Não sustento isto apenas, e isso já seria razão suficiente, pelo que está em resolução do Partido a que sou filiado3, mas porque, sem isso, não haverá como resistir ao que tem se estabelecido, na sociedade civil e no Estado, em termos de lógica global do rentismo, contrarreformas neoliberais, Estado de exceção (de que é expoente cabal a Operação Lava-Jato), conflito entre os Poderes e recessão econômica.

Não há demiurgo, não há liderança, não há candidatura capaz de substituir esta tarefa inadiável e essencial,  a da formação de uma frente ampla e democrática. Estamos sob fogo cruzado e as trincheiras para a guerra de posição (hoje já com contornos de defensividade...), que neste momento se nos apresenta, exigem uma robustez que não advirá de nenhuma candidatura, por maior intenção inicial de votos que possua. Esta tarefa, exige, para além de potencial eleitoral, uma maior capilaridade na sociedade e isso não se conseguirá unicamente pela existência de uma figura emblemática como a de Lula.
Somente com uma frente dessa envergadura se poderá iniciar o trabalho de reversão do desastre sobre investimentos nas áreas sociais representado pela aprovação da PEC 55 e pelo que se anuncia com as reformas da Previdência e trabalhista. Se as eleições em 2018 não produzirem uma composição diferente da que possuem, hoje, Câmara e Senado, o que supõem embates muito mais abrangentes junto ao eleitorado do que pode se dar por meio de qualquer chapa à Presidência da República, o retrocesso durará talvez mais do que os 20 anos de congelamento orçamentário e de orgia rentista.

  

A intenção de votos à luz do índice de    rejeição


    Os que se animam com a intenção de votos a Lula precisam levar em conta outro indicador, tão ou mais importante do que este e que sinaliza, até com mais segurança, os limites para o crescimento de qualquer candidatura. Refiro-me ao índice de rejeição, que não vem sendo divulgado.
É razoável, no entanto, olhar para a eficácia da propaganda e do combate, por outros meios, que foram feitos na direção do antipetismo e, em sentido mais amplo, à esquerda como um todo. Essa política do ódio e de forte conteúdo classista e de pré-conceito quase obteve sucesso eleitoral, pois Dilma venceu Aécio, no segundo turno em 2014, por uma pequena margem de votos (dentre os válidos, respectivamente 51,64% e 48,36%, numa eleição em que votos nulos, brancos e abstenções, ou seja, o não-voto atingiu 27,44% do eleitorado).
Claro que Lula está, eleitoralmente falando, acima dos patamares de Dilma, do próprio PT e, neste  momento, de qualquer outro nome do campo aqui indicado. Mas a questão é a barreira representada pelo índice de rejeição a ele e ao PT, algo que pode ser estimado em mais de 40%. É muito incerto, pouco provável, que uma


3 Resolução política do Comitê Central do PCdoB de defesa da construção da frente ampla e democrática, disponível em http://www.pcdob.org.br/documento.php?id_documento_arquivo=363 ,


candidatura de Lula avance sobre os cerca de 30% restantes, a ponto de aglutinar, destes, pelo menos dois terços, sem o que não haveria como ganhar as eleições presidenciais.
Se a direita não possui, hoje, um(a) pré-candidato(a) favorito(a), insistir numa candidatura de Lula pode ser, paradoxalmente, o motivo para que, como Collor, em 1989, seja forjado, ou inflado pela via midiática, algum candidato que derrote, nas urnas, a esquerda e o centro-esquerda. Lula pode ser, portanto, a alavanca que hoje falta à direita.

 Exclusivismo petista para chapa à Presidência, caminho para a viabilização de uma candidatura de direita
Verifica-se em amplos setores do PT, e mesmo de outras forças do mesmo campo, a reiterada pretensão do exclusivismo petista para encabeçar chapa à presidência da República. Por vezes é utilizada, equivocadamente, a expressão “hegemonismo” para caracterizar esse processo, mas como essa expressão nos remete a uma categoria operante na realidade (hegemonia) e apreendida por Gramsci para designar direção moral, intelectual e política, penso que o melhor seja falar em exclusivismo.

Essa frente ampla e democrática possui, no plano partidário, outros nomes que vem sendo colocados no cenário eleitoral como possibilidades. Ciro Gomes (PDT), Flávio Dino (PCdoB), Jandira Feghali (PCdoB), Roberto Requião (talvez o último expoente nacional do PMDB histórico e comprometido com a democracia...), Marcelo  Freixo (PSOL), Guilherme Boulos (que me consta não ser filiado a nenhum partido). O próprio PT, com Fernando Haddad, apresenta um nome que não o de Lula para o pleito do ano que vem.
Nenhum deles, é verdade, parte da intenção de votos de Lula, mas, no cálculo estritamente  eleitoral, também nenhum deles possui a mesma rejeição, embora todos carreguem, mais ou menos, o peso que advém da criminalização da política, da ideologia antipartidária, do fundamentalismo religioso e dos tempos de fascismo em que nos inserimos.
A todos eles, a meu ver, estão colocados os desafios da construção da frente ampla e democrática e o de um programa, item à frente e com o qual fecharei esta reflexão.

 Com que programa disputar as eleições de 2018?

Este é o principal pilar da disputa eleitoral que se avizinha. Sem um programa que expresse o que for  possível e necessário no interior dessa frente ampla e democrática, em diálogo com a maioria da população brasileira, até mesmo uma vitória eleitoral  se mostrará insuficiente.


Por isso é que iniciar o debate sobre 2018 com “volta-Lula”, sem um programa, é um brutal equívoco. Voltar para quê? Sem dúvida, voltar para que retornem políticas sociais e uma política de recomposição do poder aquisitivo do salário mínimo. Mas estas, além de serem insuficientes, dada a desigualdade socioeconômica secular a que estamos submetidos,  não  terão  mais  o  lastro  orçamentário  decorrente  dos  preços  das  commodities na  economia internacional e não poderão contar com o crescimento do mercado consumidor interno, sem que haja uma política muito mais profunda na direção da distribuição de renda e de riqueza.

Um programa de desenvolvimento para o Brasil precisará de instrumentos de reforma fiscal que tribute as grandes fortunas, que estabeleça a progressividade nos impostos, que permita os municípios praticarem uma ação de IPTU que combata a especulação imobiliária, que desengesse os orçamentos dos Estados pelo caráter quase que sagrado da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O ajuste fiscal de que precisamos certamente não é o que está em curso e que já mostrava sua dinâmica ou lógica com as desonerações sobre as contribuições previdenciárias, com a renúncia fiscal para as indústrias da linha branca e automobilísticas etc., medidas adotadas nos mandatos de Dilma.
Uma reforma urbana e uma reforma agrária continuam na pauta dos movimentos sociais, mas praticamente sumiram da agenda governamental, não apenas nos termos dramáticos do governo golpista, mas em boa parte dos governos de coalizão, à frente dos quais esteve o PT. Não conseguimos, de 2003 a 2016, avançar, a título de ilustração, na luta por tarifa zero, ou, pelo menos, por mecanismos que cumprissem o papel de evidenciar para a população que transporte coletivo é um serviço público e sua tarifação nada tem de “natural” ou inevitável, mas decorre de décadas de uma concessão ao capital que atua no setor, quase sempre sem sequer cumprir as contrapartidas definidas contratualmente. A demarcação das terras indígenas vem sendo protelada, numa sequência de inações que facilitam, para dizer o mínimo, o genocídio sobre povos e culturas indígenas.
O entreguismo ao capital transnacional, de que é exemplo cabal o que Serra & Cia. vem fazendo com o modelo de exploração do petróleo do pré-sal, mas também nos retrocessos quanto ao BRICS, precisa ser revertido.
Equivocam-se os adeptos da estatolatria (a expressão é de Gramsci) e mais ainda os da “governolatria”, que boa parte da esquerda cultua, como se na esfera governamental houvesse a capacidade que nem mesmo um poder de Estado possui, isto é, alterar significativamente a correlação de forças na sociedade civil. Por isso há de se ter muita cautela em imputar a governos tarefas que são de abrangência e profundidade muito maiores. Isto, entretanto, não nos deve fazer deixar de apontar sérios limites nas experiências de governo de que participamos, de uma forma ou outra.

Num balanço, necessariamente crítico, sob pena de não ser balanço, dos governos Lula e Dilma, é preciso reconhecer que praticamente nada se fez sobre o grande capital. A concentração da propriedade fundiária permaneceu intocável, o capital financeiro não teve do que reclamar e a fração agronegocista do capital deu as cartas, sob vários aspectos, no bloco no poder.


Outra grande lacuna foi que em nada se avançou na democratização dos meios de comunicação social, bandeira historicamente levantada por Leonel Brizola e que hoje integra a pauta de muitas organizações e iniciativas da mídia livre ou alternativa.
Um projeto “Lula-2018” que não expresse uma frente e de partidos políticos que lhe deem sustentação, e que definam caminhos consensuados no âmbito da sociedade civil, no que ela tem de compromisso com democracia, combate às desigualdades e melhor distribuição de renda e riqueza, pode sinalizar que um novo mandato de Lula superaria os limites vistos entre 2003 e 2016? Receio que a resposta seja não.


Nossas tarefas, portanto, são as da Resolução Política do Comitê Central, das quais, sinteticamente, destaco a oposição ao governo Temer, a construção da frente ampla e democrática, o protagonismo eleitoral em 2018, inclusive com a possibilidade de candidatura própria, mas com abertura para que, dessa frente, saia uma chapa que expresse um programa com elementos como os que acima foram registrados. Em meio a tudo isso, continuamos nas mobilizações, de vários tipos e em distintos ambientes, para tentarmos barrar as nefastas reformas da Previdência e trabalhista. Há muito a ser feito para que nos iludamos com salvadores da pátria.

Cientista Político e Sociólogo da Universidade Federal de Uberlândia; Presidente do PCdoB Uberlândia.
Cf., por exemplo, a matéria “Lula lidera em todos os cenários, diz CNT/MDA, disponível em https://www.cartacapital.com.br/politica/lula-lidera-eleicoes-de-2018-em-todos-os-cenario-diz-cnt-mda .


Prof. Edilson José Graciolli
Cientista Político e Sociólogo da Universidade Federal de Uberlândia; Presidente do PCdoB Uberlândia.