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27 de jun. de 2012

Golpe de Estado: Entenda o Caso do Paraguai

24 DE JUNHO DE 2012 - 4H09 

Cuba condena golpe de Estado no Paraguai


O governo cubano condenou neste sábado (23) o golpe de Estado ocorrido no Paraguai contra o mandato constitucional de Fernando Lugo, de acordo com uma declaração do Ministério das Relações Exteriores.


O texto afirma que o país não reconhece autoridade alguma que não emane do sufrágio legítimo e do exercício da soberania por parte do povo paraguaio.

Este golpe se soma à longa lista de atentados contra a autodeterminação dos povos latino-americanos, sempre realizados pelas oligarquias com a autoria, cumplicidade ou tolerância do governo dos Estados Unidos, diz o documento.

A nota ministerial afirma ainda que Cuba denuncia, que depois de décadas de sangrentas ditaduras militares que assassinaram centenas de milhares de pessoas, e exerceram o terrorismo de Estado e a tortura com plena impunidade, esta estratégia violenta e antidemocrática foi retomada com métodos clássicos ou novos.

A declaração recorda o golpe militar e em seguida o golpe petroleiro contra a Venezuela, o intento desestabilizador e secessionista contra o Estado plurinacional da Bolívia, o golpe militar contra as forças progressistas de Honduras e a tentativa de golpe contra a revolução cidadã do Equador.

Fatos como este pretendem frear os processos de mudanças progressistas e de genuína integração latino-americana e caribenha em Nossa América, assinala a nota.

O comunicado afirma também que Cuba manterá a colaboração médica estritamente humanitária para o serviço à população desse país, pelo que o Centro Oftalmológico Maria Auxiliadora, no qual já foram atendidos 18 mil paraguaios, continuará suas atividades enquanto seja necessário.

Prensa Latina



Publicado em http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=186698&id_secao=7

11 de jun. de 2012

A batalha da Síria e a mídia


Lejeune Mirhan: A batalha da Síria e a mídia


Já li os dois jornalões da burguesia. Acordo cedo e já cai matando na leitura e análise. Faço isso há 37 anos, desde jovem em 1975 quando virei comunista. Nos vinte anos que ministrei aulas na Universidade, em alguns semestres lecionava Sociologia da Comunicação para alunos de jornalismo e PP. Assim, as leituras são de conteúdo, a quem serve a notícia, forças que estão por trás das mesmas, quem ganha e quem perde com essa ou aquela notícia.

Por Lejeune Mirhan*

                       

Pois bem. Ambos os jornais noticiam mais um "massacre" na Síria. E, em formação unida, a mídia aponta para o "sanguinário presidente genocida" (sic) Dr. Bashar Al Assad, jovem médico oftalmologista formado na Inglaterra.

A única fonte deles, sabemos qual é. Um tal de Observatório Sírio de DH, com sede em Londres que não tem uma só pessoa trabalhando na Síria. Seu presidente integra o obscuro Conselho Nacional Sírio, da oposição e tem financiamento de suas atividades pela Arábia Saudita e Qatar.
O jornalista que fez a matéria, algum correspondente da REUTERS, em determinado momento do seu texto confessa que "nenhuma informação que vem sendo divulgada tem possibilidade de ser confirmada a sua veracidade pela situação que o país vive". Foi honesto, pelo menos talvez com a sua consciência de cidadão querendo informar de forma equilibrada as coisas.
Bom, mas qual foi a manchete do Estadão na parte internacional? "Forças de Assad massacram ao menos 78 em Hama". Como o editor que fez essa manchete tem certeza que foi o presidente Assad que mandou matar pessoas, se nem o repórter na Síria tem essa certeza?
Nunca tive dúvidas. A mídia tem dono, a imprensa é uma mercadoria e vende produtos de acordo com os interesses dos que a financiam, em especial as classes que dominam política e ideologicamente as sociedade capitalistas decadentes. Como imaginar que essa imprensa poderia ser equilibrada? (neutra impossível). Jamais seria. Suas manchetes têm militância, têm engajamento. Devem cumprir um papel de propaganda, mas nunca de informação. Desinformar é seu grande objetivo. Alienar, manipular, fazer cabeças, como se diz. Mas jamais informar. 
Lamento tudo isso. Para nosso consolo, parte expressiva e revolucionária de nossa esquerda não se deixa enganar, nem se abate com isso. Patriotas sírios, sírios históricos e seus descendentes no Brasil também não se dobram. Sabem que tais massacres vêm sendo cometidos por mercenários e terroristas pagos em altíssimos valores, pela Arábia Saudita e pelo Qatar com apoio norte-americano e israelense, para derrubar o único - veja bem, estou dizendo único e último, já que todos os outros foram removidos - governo que ainda resiste à ação imperialista no OM, apoia a causa dos palestinos e é antisionista. 
Por isso, nunca titubeamos. Estamos com o povo e com o governo da Síria.

*Sociólogo, escritor, arabista e colaborador do Portal Vermelho